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03 setembro 2007

Poesia barata

Esperei demasiado tempo
para te dizer adeus
Quando seria de esperar
esse momento

Rebento...
Foi o vento...
Que te levou p'ra lá e p'ra cá
Tormento...
Foi o vento...
Que me disse olá

Não farás sentido
nenhum
E nunca tamanha tempestade
te trouxe num ~ Verão tórrido
Será só mórbido
algum

És salgada
És doce
És aquilo que eu mais quero
És a música que me faz dançar
És amarga
És açucarada
És poesia barata
És amiga de fachada
És tu
És minha
de SinemaS

07 agosto 2007

A janela da minha rua

Da primeira vez que te vi
olhei só por olhar
eras toda maquilhagem
de unhas e olhos pintados
Foi já tarde que reconheci
uma mulher naquele andar
enganado pela imagem
de menina de saltos altos

Agarrei, gritei
Enquanto ainda era tempo
Pois eras apenas uma miúda
que diambolava semi-nua
Agarrei, sonhei
que és tu de quem me lembro
de brincadeiras e de luta
no jardim da nossa rua

Quando a porta se fechou
já o dinheiro lhe fez frente
toda ela se escondia
por detrás de uma enorme capa
Afinal fui eu quem sobrou
com aquele sorriso deprimente
de alguém em demasia
que precisava afinal de um mapa.

SinemaS