26 setembro 2007

Melhor receita que esta não há.

Chocolate, todos nós conhecemos este título, uns por que leram o livro da escritora Joanne Harris, outros porque viram simplesmente o filme.
Eu sou sincero, fui um dos que viu o filme mas não é dele que quero falar, mas sim dos livros que mais tarde me vim a apaixonar.

Foi através do livro Cinco Quartos de Laranja que caí nas graças desta senhora, para mim a sua escrita era de alguma forma inovadora, diferente e de certa forma uma porta aberta para um mundo desconhecido. Mergulhando-nos em doces receitas em pleno território francês.

O que mais me cativa na sua obra é a forma como descreve as pessoas, os espaços, os locais, os ambientes, é como se voasse para esses mesmos lugares e estivesse mesmo ao lado das personagens. É de repente estar numa pequena vila com meia-dúzia de pessoas e conhecê-las a todas como se lá vivesse desde que nasci. É conhecer os hábitos e costumes da terra, das festas e romarias, dos cantos e desencantos que constróiem o seu quotidiano.

Eu imagino Joanne Harris a passar umas belas temporadas, solitária, nesses locais que posteriormente descreve tão bem. É como se tratasse de um documentário, captando algo que é real, que existe e que vive, ao mesmo tempo que vamos sendo dirigidos e encaminhados pelo autor.

É-me díficil dizer-vos qual é o meu livro preferido porque para mim todos eles tiveram o seu momento e a sua altura, todos eles têm a sua história para contar e se eu dissesse que seria este ou aquele, estaria certamente a mentir. Digamos, que sempre que passava de livro para livro da autoria de J. Harris, o Cinco Quartos de Laranja, Vinho Mágico, A Praia Roubada e finalmente Xeque ao Rei, as expectativas iam gradualmente subindo e nunca saí frustrado com nenhum deles. É por isso que esta mesma escritora merece a minha homenagem e tributo à sua obra.

Se neste momento pudesse escolher um livro, fosse qual fosse e de quem fosse, para adaptar para o cinema a minha escolha seria nem mais, nem menos do que Xeque ao Rei. Era certinho e direitinho e porquê? Porque tem tudo aquilo que um filme precisa de ter. Direi que desde que peguei no livro pela primeira vez que imaginei todo ele em filme, desde as personagens, aos locais, aos diálogos, à acção, ao guarda-roupa, à decoração... tudo... E porque o li como se o visse a imagem, plano a plano, e tudo batia certo, todo ele falava por imagens e é assim que se escreve para cinema.
Mas não pensem que apenas se trata de imagem, de décores, de maquilhagem... No way! Xeque ao Rei tem acção, tem suspense, tem entertenimento, tem amor, tem comédia, tem fantasia, tem tudo aquilo que um bom filme deve ter: uma história para contar.

Talvez um dia o consiga fazer... entretanto vou gozando os livros.



1 comentário:

rock disse...

Bem... eu gosto da maneira como fazes críticas sem dúvida! Fiquei cheia de vontade de ler alguma coisa da Joanne Harris, pois é, confesso que nunca li nenhum. Shame on me...